Como fazer upgrade do Debian Etch para o Debian Lenny

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A perfeição com que o Debian e o Ubuntu operam no momento de upgrades de suas versões é impressionante (coisa que sistemas como o poderoso Rhel não recomendam), causando o mínimo de falhas possíveis/imaginárias no sistema que recebeu a atualização.

Neste artigo iremos mostrar como fazer upgrade do Debian Etch para o Debian Lenny. Vamos seguir os passos abaixo:

1 – Atualizar as listas do APT

Primeira coisa que iremos fazer é o backup das listas de repositórios, depois iremos modificar de etch para lenny os valores descritos da versão na lista de Repositórios, veja a versão antes da modificação:

deb http://ftp.us.debian.org/debian/ etch main contrib non-free
deb-src http://ftp.us.debian.org/debian/ etch main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ etch/updates main contrib non-free

Agora veja a versão depois modificação:

deb http://ftp.us.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free
deb-src http://ftp.us.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ lenny/updates main contrib non-free

2 – Fazendo update dos pacotes

aptitude update
depois
aptitude install apt dpkg aptitude

Se for desktop use isto como adicional
dpkg -l libfam0c102 | grep ^ii
aptitude install libfam0
por fim
aptitude full-upgrade
isto pode também ser usado via apt-get com o comando:
apt-get dist-upgrade

Depois disto reinicie seu servidor/desktop e prepare-se para rodar o Debian em sua versão mais amigável, estável e flexível possível.

Abraços a todos.

exim4 rejected RCPT relay not permitted

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Para sanar isto tenha certeza de alguns pontos:

1 – que a zona de dns tem um mx configurado LOCALMENTE,
2 – este tutorial foi executado no debian 5,
3 – este tutorial usou exim-heavy.

No arquivo /etc/exim4/update-exim4.conf.conf tenha certeza de que a linha linha abaixo terá a configuração que mostrarei:

dc_relay_nets=’127.0.0.1;IP_REAL_de_Pessoa_externa_tentando_enviar;IP_REAL’

Separe os ips por vírgula caso necessite de ips os quais são EXTERNOS, ou seja, pessoas conectando apra enviar emails.

Um guia rápido do Debian Lenny

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Embora o Debian “puro” seja mais usado em servidores, ele também pode perfeitamente ser usado em desktops. Se você se sente confortável em usar o apt-get/aptitude e gosta da estrutura geral do sistema, mas está em busca de um sistema mais leve e personalizável, o Debian pode ser a melhor opção.

O Debian é a base para o Ubuntu e inúmeras outras distribuições. O próprio repositório “universe” do Ubuntu nada mais é do que um snapshot do repositório instável do Debian, com alguns patches e personalizações adicionais. Se somarmos o Ubuntu, Kubuntu e todos os descendentes diretos e indiretos, as distribuições da família Debian são usadas em mais de 70% dos desktops Linux.

O maior problema em utilizar o Debian diretamente, em vez de usar o Ubuntu ou outro derivado é que o sistema é bastante espartano, carecendo de muitas ferramentas de configuração automática. Em compensação, ele é bem mais leve que o Ubuntu, pois muitos pacotes são compilados com menos componentes e opções mais otimizadas, o que resulta em um desempenho geral sensivelmente superior, sobretudo nas máquinas mais modestas. Ao instalar e remover pacotes, você vai notar também que o sistema é menos “engessado” em relação às dependências de pacotes, permitindo que você tenha um desktop funcional com um volume muito menor de pacotes.

O Debian Lenny é composto por nada menos do que 5 DVDs (ou 31 CDs!), que totalizam 23.2 GB de download. Entretanto, como pode imaginar, estes DVDs todos incluem uma cópia completa dos repositórios oficiais, que é necessária apenas para quem realmente quer fazer uma instalação completa do sistema e não quer correr de precisar baixar pacotes adicionais.

Para situações normais, você pode escolher entre baixar apenas o primeiro CD ou o primeiro DVD. Em ambos os casos, a primeira mídia inclui quase todos os pacotes necessários para fazer uma instalação básica do sistema e o instalador se encarrega de baixar outros pacotes que sejam usados (como os pacotes de tradução para o Português do Brasil) durante a própria instalação, usando qualquer conexão disponível.

Se você tem uma conexão de banda larga, outra opção é baixar o NetInstall, uma imagem de 180 MB que inclui apenas os pacotes básicos do sistema e baixa o restante dos pacotes selecionados durante a instalação.

Faça o download no: http://ftp.br.debian.org/debian-cd/

ou no: http://www.debian.org/CD/http-ftp/

Ao dar boot pelo CD ou DVD, a primeira escolha é entre utilizar o tradicional instalador em modo texto (que é muito similar ao utilizado pelo alternate CD do Ubuntu) ou o novo instalador gráfico, que é uma novidade do Lenny. Na verdade, o instalador gráfico nada mais é do que uma interface em GTK para o instalador em modo texto, o que faz com que as opões em ambos os casos sejam basicamente as mesmas.

Na época em que surgiu a idéia de criar o instalador gráfico, muitos desenvolvedores defenderam o uso do Anaconda (o instalador usado no Fedora), mas a idéia acabou sendo abandonada em favor do instalador próprio devido a uma questão muito simples: em vez de se limitar aos PCs, o Debian suporta várias plataformas, uma característica da qual os desenvolvedores se orgulham bastante. Para usar o Anaconda, precisariam portá-lo para cada uma das plataformas suportadas, o que levou à conclusão de que desenvolver uma interface gráfica para o instalador tradicional seria a melhor saída.

Como de praxe, você pode também especificar opções de boot para solução de problemas, como em “installgui acpi=off” ou “installgui noapic. Para isso, pressione a tecla TAB para ter acesso à linha com as opções de boot.

Está disponível também uma instalação em modo expert, que oferece um controle muito maior sobre a instalação (você pode escolher se quer utilizar o Debian Stable, Testing ou Sid, por exemplo), mas em troca a torna muito mais complicada e demorada. Para simplificar as coisas, vamos usar a opção de instalação tradicional em modo gráfico (Graphical Install).

O Lenny é uma das poucas distribuições lançadas em 2009 que ainda utiliza o KDE 3.5. Esse é, na verdade, um ponto positivo, pois oferece uma opção para quem não gostou do KDE 4 e prefere a estabilidade e a leveza da versão antiga. A próxima versão estável do Debian não deve ser lançada antes do final de 2010 e, mesmo após isso, o Lenny ainda continuará sendo suportado por um bom tempo, permitindo que você continue usando o KDE 3.5 até se sentir confortável em migrar.

Por default, o Debian instala o Gnome como desktop e não existe opção dentro do instalador para alterar isso. Para usar o KDE, é necessário usar a opção “desktop=kde”. Similarmente, você pode instalar com o XFCE usando a “desktop=xfce”. Para usá-las

Ambas as opções devem ser especificadas como um parâmetro na tela de boot. Para isso, selecione a opção “Graphical Install” no menu, pressione a tecla TAB para ter acesso à linha de boot e adicione a opção no final da lista:

Como de praxe, a primeira pergunta é sobre a linguagem; basta digitar “p” e selecionar o Português do Brasil. A pergunta seguinte é sobre a localização (que define a moeda, o padrão de medidas e outras opções regionais), seguida pela confirmação do layout de teclado.

A menos que você esteja com a coleção completa das mídias de instalação em mãos, é importante possuir uma conexão de rede disponível durante a instalação, para que o instalador possa baixar os pacotes necessários. O ideal é sempre usar uma conexão de rede local compartilhada, já que o instalador não oferece suporte a modems 3G e outras modalidades mais exóticas de conexão, se limitando a suportar placas cabeadas e placas wireless que possuem drivers open-source.

Por default, ele tenta configurar a rede via DHCP e, caso nenhum servidor esteja disponível, oferece a opção de configurar os endereços manualmente. É possível também desativar a configuração via DHCP especificando a opção de boot “netcfg/disable_dhcp=true” na tela de boot.

Depois de ajustado o fuso-horário, chegamos ao particionamento, que é composto de opções similares às usadas no instalador do Ubuntu Alternate CD, com as tradicionais opções de instalação assistida ou particionamento manual, que é sempre a opção recomendada para ter um melhor controle sobre o tamanho das partições e evitar acidentes.

Dentro do particionador, basta dar um duplo clique sobre uma partição ou um trecho de espaço livre para abrir o menu de opções, que permite criar, remover ou indicar o diretório onde a partição será montada. Como de praxe, você precisa de pelo menos uma partição raiz (/) e uma partição swap, sendo recomendada também uma partição separada para o diretório /home.

Como de praxe, você pode compartilhar a partição home entre várias distribuições, mas é recomendável utilizar usuários diferentes para cada um para evitar misturar as configurações. É importante prestar atenção ao configurar a partição, usando sempre a opção “não, manter os dados existentes” para preservar os arquivos existentes:

Ao terminar, basta usar o “Finalizar o particionamento e escrever as mudanças no disco”, ou voltar atrás nas modificações escolhendo o “Desfazer as mudanças nas partições”:

Depois de aplicadas as mudanças nos discos, o instalador prossegue para a instalação do sistema base (o mesmo incluído no CD do NetInstall), que inclui apenas o Kernel e os utilitários básicos do sistema, incluindo o apt.

Em seguida, o instalador solicita a senha de root e cria uma conta de usuário para o uso regular do sistema. Diferente do Ubuntu, o Debian não utiliza o sudo por padrão, por isso a administração do sistema é feita da maneira tradicional, usando o “su -” ou “sux” para se logar como root.

Chegamos então à etapa principal da instalação, que é instalação dos pacotes adicionais, que começa com a configuração do gerenciador de pacotes, onde as mídias que serão usadas durante a instalação precisam ser “catalogadas”, para que o instalador gere uma lista dos pacotes disponíveis em cada uma. Como deve estar imaginando, se você gravou os 5 DVDs, ou os 21 CDs, vai precisar catalogar cada um deles antes de prosseguir com a instalação. Se, por outro lado, você seguiu o meu conselho e está usando apenas a primeira mídia, basta responder “não” e continuar. 🙂

A etapa seguinte é a escolha do mirror de onde serão baixados os pacotes adicionais que forem necessários durante a instalação. Responda “sim” no “Utilizar um espelho de rede” e em seguida escolha qual será usado.

O mirror do Brasil (br.debian.org) é hospedado na Universidade Federal do Paraná, que tem uma boa conectividade com todos os principais backbones usados pelos provedores do Brasil. Na grande maioria dos casos ele é o mais rápido, mas sempre existem casos isolados em que o mirror dos Estados Unidos pode ser mais rápido, de acordo com o estado onde mora e o provedor que utiliza. Você pode fazer um teste rápido a partir de outro PC da rede, acessando o http://packages.debian.org/ e tentando baixar um pacote qualquer a partir dos dois para comparar a velocidade.

O instalador baixa então as listas de pacotes do mirror (similar a um “apt-get update”) e em seguida você tem acesso à tela de seleção de pacotes. O ideal é sempre manter selecionado apenas o “Ambiente Desktop” e o “Sistema Básico” (junto com o “Laptop”, caso esteja instalando em um notebook). As demais categorias são destinadas à instalação de servidores que, de qualquer forma, podem ser instalados posteriormente, usando o aptitude ou o apt-get.

Em seguida, temos a “etapa do cafezinho”, onde o instalador vai obter todos os pacotes necessários, parte deles a partir da mídia de instalação e outros via download, para só então iniciar a instalação propriamente dita. Os download dos pacotes para uma instalação padrão usando apenas o primeiro CD demora cerca de uma hora em uma conexão de 1 megabit. Instalando a partir do primeiro DVD (ou usando uma conexão mais rápida), o download demora bem menos.

Finalizando, temos a configuração do grub (o instalador é capaz de detectar outros sistemas instalados automaticamente, assim como no Ubuntu) e a configuração do relógio (com a velha opção de usar ou não o UTC).

Além do instalador tradicional, outra opção é baixar um dos CDs do “Debian-Live”, uma série de live-CDs, contendo instalações com o KDE, Gnome, XFCE ou LXDE, que podem ser baixados no:
http://ftp.br.debian.org/debian-cd/5.0.0-live/i386/iso-cd/

Configurando: Depois de instalar o Debian, o primeiro passo é ajustar os repositórios, para que você possa instalar todos os demais pacotes necessários para obter um desktop funcional. O Debian tem por objetivo oferecer apenas pacotes distribuídos sob licenças livres, por isso pacotes com componentes proprietários são segregados, dando origem ao repositório “non-free”. Similarmente ao que temos no caso do Medibuntu, temos também o debian-multimedia, um repositório adicional, dedicado a distribuir pacotes como o libdvdcss2 e o w32codecs.

Por default, o arquivo “/etc/apt/sources.list” do Debian Lenny inclui apenas três repositórios: main (o repositório principal), updates (atualizações de segurança) e volatile (um novo repositório, destinado a oferecer atualizações para pacotes que mudam com frequência):

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ lenny main
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ lenny main

deb http://security.debian.org/ lenny/updates main
deb-src http://security.debian.org/ lenny/updates main

deb http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main
deb-src http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main

Assim como no caso do Ubuntu, as linhas “deb-src” incluem os repositórios com código fonte, que são necessárias apenas se você pretender compilar pacotes manualmente. Você encontrará também uma linha apontando para o CD/DVD de instalação, que também pode ser removida.

Para ativar os repositórios adicionais, adicione um “contrib non-free” nos dois primeiros, complementando o “main”. Aproveite para adicionar também a linha do debian-multimídia, que conclui as modificações:

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free

deb http://security.debian.org/ lenny/updates main contrib non-free
deb-src http://security.debian.org/ lenny/updates main contrib non-free

deb http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main
deb-src http://volatile.debian.org/debian-volatile lenny/volatile main

deb http://www.debian-multimedia.org lenny main

Você pode também substituir a linha do Debian Multimídia pela “deb http://ftp.br.debian.org/debian-multimedia/ lenny main”, que orienta o apt a utilizar o mirror nacional, em vez do servidor principal.

Como de praxe, ao rodar o “apt-get update”, você receberá um erro de chave pública não disponível relacionada ao repositório do debian-multimedia, que acabou de ser adicionado.

Você pode resolver o problema instalando o pacote “debian-multimedia-keyring”, usando o apt:

# apt-get install debian-multimedia-keyring

Outra opção é adicionar a chave manualmente usando os dois comandos que vimos no capítulo do Ubuntu:

# gpg –keyserver subkeys.pgp.net –recv-keys 07DC563D1F41B907
# gpg –export –armor 07DC563D1F41B907 | apt-key add –

A partir daí, você pode completar o time de suporte a multimídia instalando o VLC e o Mplayer, juntamente com o libdvdcss2 e o w32codecs. Diferente do que temos no Ubuntu, a instalação do VLC e do Mplayer dispara a instalação de diversos codecs, que completam o time. Se você estiver usando o KDE, é interessante instalar também o Kaffeine, que é o player oficial:

# apt-get install vlc mplayer kaffeine libdvdcss2 w32codecs

Por algum motivo, o instalador do Lenny instala apenas o suporte à descompactação de arquivos gzip, sem suporte a arquivos .tar.bz2, .zip, .7z ou .rar, que precisam ser instalados manualmente:

# apt-get install bzip2 zip rar p7zip

O Lenny utiliza por padrão fontes da série DejaVu (que é uma evolução do conjunto Bitstream-Vera), combinado com as fontes Liberation e Dustin. Entretanto, os repositórios incluem diversos outros conjuntos de fontes (os pacotes que começam com “xfonts” e “ttf”, que você pode usar para reforçar o conjunto pré-instalado, como em:

# apt-get install xfonts-terminus xfonts-terminus-oblique xfonts-mona ttf-georgewilliams ttf-nafees ttf-freefont ttf-bitstream-vera

Para instalar as fontes do Windows, instale o pacote “mscorefonts-installer”, que é o sucessor do “msttcorefonts”, usando nas versões anteriores:

# apt-get install ttf-mscorefonts-installer

Ele é na verdade um pacote vazio, contendo apenas um script de instalação que se encarrega de baixar os arquivos das fontes, extrair os arquivos, copiá-los para a pasta de fontes do sistema e atualizar a configuração de fontes do sistema para que elas sejam usadas.

Por default, o Debian vem com o bash_completion desativado para o root, o que faz com que você não consiga completar os comandos usando a tecla TAB. Para resolver isso, abra o arquivo “/etc/bash.bashrc” e, próximo ao final, descomente as linhas:

if [ -f /etc/bash_completion ]; then
. /etc/bash_completion
fi

Para que o terminal fique colorido (pastas aparecem em azul, arquivos compactados em vermelho e assim por diante, o que torna mais fácil identificar os arquivos) adicione a linha:

alias ls=”ls –color=auto”

… no final do arquivo “/etc/profile”.

Em ambos os casos, para que a alteração entre em vigor, você deve fazer logout no terminal (usando o comando “exit”, ou pressionando Ctrl+D) e logando-se novamente.

Devido a escaramuças relacionadas à licença, o Debian não inclui o Firefox, mas sim o Iceweasel, que é uma versão alternativa do navegador, mantida pela equipe do Debian, que exclui todas as artes e marcas de propriedade da fundação Mozilla. Na verdade, o Iceweasel não é nem melhor nem mais seguro que o Firefox, é apenas uma derivação originada de discussões filosóficas.

Apesar disso, nada impede que você instale o Firefox manualmente, baixando o pacote disponível no: http://www.mozilla.com/pt-BR/firefox/all.html

Para substituir o Iceweasel por ele, é necessário remover o pacote, descompactar o arquivo na pasta /opt, criar o link “/usr/bin/firefox”, apontando para o executável dentro da pasta e substituir a pasta “/opt/firefox/plugins” por um link para a pasta “/usr/lib/mozilla/plugins”, que é o diretório onde os plugins são instalados por padrão no Debian.

Você pode baixar o arquivo no seu diretório home e fazer o restante usando o root, como em:

# apt-get remove iceweasel
# mv firefox-3.0.6.tar.bz2 /opt
# cd /opt
# tar -jxvf firefox-3.0.6.tar.bz2
# ln -s /opt/firefox/firefox /usr/bin/firefox
# rm -rf /opt/firefox/plugins
# ln -sf /usr/lib/mozilla/plugins /opt/firefox/plugins

Com tudo pronto, fica faltando apenas recriar o ícone no iniciar, apontando para o “/usr/bin/firefox”, que você pode criar usando o editor de menus.

Como ao fazer a instalação manual você não poderá contar com as atualizações de segurança via “apt-get upgrade”, é importante ativar as atualizações automáticas do Firefox. Para isso, transfira a posse da pasta “/opt/firefox” para o seu usuário, como em:

# chown -R gdh /opt/firefox

Isso permitirá que o próprio Firefox modifique o conteúdo da pasta, instalando as atualizações conforme elas forem disponibilizadas (verifique se as atualizações automáticas estão ativadas no “Editar > Preferências > Avançado > Atualizações”).

Concluindo, o tema default do Firefox é um pouco feio, mas você pode baixar outros no https://addons.mozilla.org/pt-BR/firefox/browse/type:2. Uma boa opção é o Nemesis.

Se você preferir ficar com o Iceweasel (a principal vantagem em utilizá-lo é ter acesso às atualizações diretamente pelo “apt-get upgrade”), é importante modificar a identificação do navegador dentro do “about:config”.

Pesquise pela opção “general.useragent.extra.firefox”. Originalmente ela contém o valor “Iceweasel/3.0.6”, o que faz com que muitos sites não reconheçam o navegador e bloqueiem o acesso ou exibam a versão simplificada para dispositivos móveis. Para resolver o problema, mude o texto para “Firefox/3.0.6”.

Com relação aos plugins, o Lenny usa por padrão o swfdec, que é um plug-in flash open-source. Ele funciona bem para exibir animações básicas, mas possui várias limitações com relação à exibição de vídeos e execução de jogos e mini-aplicativos. Você pode substituí-lo pelo plugin da Adobe (disponível no repositório non-free) via apt:

# apt-get remove swfdec-mozilla swfdec-gnome
# apt-get install flashplayer-mozilla

Você pode também instalar o suporte a Java através dos pacotes “sun-java6-jre” (o JRE propriamente dito) e “sun-java6-plugin” (o plugin para o Firefox/Iceweasel), que também fazem parte do repositório non-free:

# apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin

Estas são apenas algumas dicas rápidas para uso do Lenny em desktops. Você pode também ler mais sobre o uso em servidores no Servidores Linux, Guia Prático.

fonte: http://www.gdhpress.com.br/blog/guia-debian-lenny/

Como fazer Upgrade do Debian Etch para o Debian Lenny – How to upgrade Debian Etch to Debian Lenny

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A perfeição com que o Debian e o Ubuntu operam no momento de upgrades de suas versões é impressionante (coisa que sistemas como o poderoso Rhel não recomendam), causando o mínimo de falhas possíveis/imaginárias no sistema que recebeu a atualização.

Neste artigo iremos mostrar como fazer upgrade do Debian Etch para o Debian Lenny. Vamos seguir os passos abaixo:

1 – Atualizar as listas do APT

Primeira coisa que iremos fazer é o backup das listas de repositórios, depois iremos modificar de etch para lenny os valores descritos da versão na lista de Repositórios, veja a versão antes da modificação:

deb http://ftp.us.debian.org/debian/ etch main contrib non-free
deb-src http://ftp.us.debian.org/debian/ etch main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ etch/updates main contrib non-free

Agora veja a versão depois modificação:

deb http://ftp.us.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free
deb-src http://ftp.us.debian.org/debian/ lenny main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ lenny/updates main contrib non-free

2 – Fazendo update dos pacotes

aptitude update
depois
aptitude install apt dpkg aptitude

Se for desktop use isto como adicional
dpkg -l libfam0c102 | grep ^ii
aptitude install libfam0
por fim
aptitude full-upgrade
isto pode também ser usado via apt-get com o comando:
apt-get dist-upgrade

Depois disto reinicie seu servidor/desktop e prepare-se para rodar o Debian em sua versão mais amigável, estável e flexível possível.

Abraços a todos.

fonte original: http://www.debianadmin.com/howto-upgrade-from-debian-etch-40-to-lenny-50.html

Análise do Debian 5 (lenny)

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Quase dois anos após o lançamento da versão 4.0 (codinome “Etch”) — e pouco depois do lançamento de sua sétima revisão —, a equipe de desenvolvimento do projeto Debian lançou finalmente a versão 5.0 (codinome “Lenny”) de uma das distribuições GNU/Linux mais conceituadas entre os profissionais habituados a trabalhar com o sistema do pinguim. Base para uma quantidade imensa de outras distribuições — entre elas o popular Ubuntu Linux, o Xandros, que equipa todos os modelos do EeePC, da ASUS, além das brasileiras DreamLinux, Insigne (pré-instalada em mais de 1.5 milhões de PCs para todos, comercializados no Brasil) e do (finado?) Kurumin Linux, uma das distribuições mais populares no Brasil no passado — o Debian GNU/Linux chega aos 16 anos emancipado: poucas distribuições Linux atingiram esse grau de maturidade com o nível de qualidade do projeto fundado em 1993 por Ian Murdock.

Em nosso teste usamos o CD de instalação via rede (ou netinst), um único CD que permite instalar todo o sistema operacional, mas contém apenas a quantidade mínima de software para começar a instalação e obter os outros pacotes pela Internet. Como os servidores do projeto Debian estão atualmente bastante sobrecarregados, a melhor maneira de obter a imagem do CD é recorrer ao bom e velho BitTottent, cujo arquivo .torrent pode ser obtido aqui. Com uma conexão banda larga comum, a imagem do CD (que tem apenas 150 MB) pode ser baixada em alguns minutos.
Instalação

A instalação não reserva muitas dificuldades ou surpresas: basta colocar o CD no respectivo leitor de mídia e escolher uma das alternativas que aparecem na tela, sendo que as opções Install e Graphical Install fazem exatamente aquilo que se supõe: instalam o sistema em modo texto ou gráfico. É digno de nota o fato de que é a primeira vez que um instalador gráfico é parte integrante de uma versão estável da distribuição Debian GNU/Linux.

A partir daí, sendo a instalação em modo texto ou gráfico, escolhe-se o idioma de instalação, o país e a disposição do teclado, dá-se um nome à máquina que está sendo instalada, configura-se o sistema para usar um servidor de horário (NTP) e particiona-se o(s) disco(s) para onde o sistema deverá ser instalado. Aqui uma recomendação de cautela: se for necessário criar diversas partições, é importante certificar-se de que há espaço suficiente no diretório raiz (/), em /var e em /usr. Em nossos testes, foi utilizado um esquema de se colocar a partição /home, na qual residem os dados dos usuários, separada do resto do sistema. Isso gerou problemas mais tarde, pois a etapa de seleção de software, apesar de levar em consideração a quantidade de espaço disponível no restante do sistema (que havia ficado simplesmente em /) — espaço esse sugerido pelo instalador quando do particionamento —, permite que se escolha mais aplicativos do que o espaço comporta. Não há qualquer mensagem de aviso ao usuário, recomendando que ele refaça a sua seleção de software. O particionamento do(s) disco(s), diga-se de passagem, apesar de simples, reserva muito espaço para melhoras, conforme já mostrou ser possível a última versão do Ubuntu, um derivado do Debian, conforme escrevemos acima. Seria interessante que houvesse um nível maior de colaboração entre as duas comunidades, com um consequente aumento de “polinização cruzada” entre os aplicativos dos dois projetos.

Após a senha do administrador e um usuário comum serem definidos, o repositório de software ser configurado, a seleção de software especificada estar instalada e a configuração do gerenciador de boot ser finalizada, basta reiniciar o sistema para iniciar um Debian 5.0 pronto para uso.
Uso como desktop?

O sistema é equipado com um kernel 2.6.26, finalizado por Linus Torvalds em 13/07/2008 e, desta forma, sete meses antes do lançamento do Lenny e duas versões mais velho do que o kernel mais recente, a versão 2.6.28(.5). Isso pode significar algum transtorno, especialmente para usuários de placas de rede WiFi e 3G para as quais novos drivers para Linux tenham sido lançados nos últimos seis meses. Razão para o uso de uma versão do kernel tão “antiga”, quando as últimas versões tanto do Ubuntu quanto do Fedora, lançadas respectivamente no final de outubro e novembro de 2008 já usam a versão 2.6.27, é a política de qualidade do projeto Debian, que premia a estabilidade do software. Usuários do Sid, ramo de desenvolvimento do Debian cuja árvore de dependências entre aplicativos é considerada instável (daí seu nome, unstable), também estavam limitados até agora ao kernel 2.6.26.
Desktop padrão do Debian 5.0, com o Iceweasel e o BrOffice.org Writer abertos e um filme sendo reproduzido no Totem.

Do ponto de vista das versões dos aplicativos instalados, uma novidade é a instalação de um servidor de janelas isento de configuração (X-Server 7.3). Pacotes para os drivers proprietários da ATI e da NVIDIA não são instalados por padrão e não há qualquer mecanismo trivial para instalá-los, muito embora eles estejam disponíveis na seção non-free do repositório da distribuição. O usuário tem que instalá-los ativando essa seção do repositório via linha de comando com o apt-get/aptitude ou graficamente com o synaptic.

Algo muito peculiar ocorre com codecs para formatos proprietários de áudio (MP3, WMA) e vídeo (QuickTime, WMV, H264 em geral): o Totem instalado por padrão não é capaz de reproduzi-los automaticamente, requerendo a instalação de plug-ins proprietários, algo que é muito simples, pois o próprio sistema se encarrega de instalá-los automaticamente se o usuário concordar com um aviso exibido na tela. Já o plug-in do Totem para o navegador de Internet foi capaz de reproduzir em nosso teste todo o tipo de conteúdo, pois conta com suporte aos codecs proprietários por padrão.

Ponto para o projeto BrOffice.org: a instalação em português do sistema instala automaticamente a versão nacionalizada do conjunto de aplicativos para escritório, em vez do OpenOffice.org. Infelizmente, da mesma forma que ocorreu com a última versão do Ubuntu, a versão instalada no Debian 5.0 ainda é a 2.4.1. A versão 3.0.0 sequer foi disponibilizada na árvore instável do projeto. Usuários que quiserem usar as fontes TrueType básicas da Microsoft deverão também ativar a seção contrib do repositório do Debian e instalá-las por meio do pacote ttf-mscorefonts-installer (o pacote msttcorefonts, utilizado até então para essa finalidade, deve ser eliminado do sistema em uma das próximas revisões).

Irritante é o fato de que nenhum dos aplicativos básicos da Adobe — a saber, o Adobe Reader (e seu respectivo plug-in para navegadores de Internet) e a extensão Flash Player para os navegadores de Internet — estão disponíveis em qualquer das seções dos repositórios oficiais do sistema. A versão 0.6.0 do Swfdec é responsável pela reprodução de animações em Macromedia Flash (a última versão estável do Swfdec, lançada no dia 21/12/2008, era a 0.8.4) e o Evince é o visualizador de arquivos PDF. O motivo que os desenvolvedores do Debian alegam para não disponibilizar os dois aplicativos da Adobe na seção non-free do repositório da distribuição, seria um problema com a nomenclatura das versões dos programas, que levaria a uma dificuldade de sincronizar atualizações de segurança realizadas pela Adobe nos dois aplicativos e a criação de pacotes para o Debian.

Outra coisa que incomoda é ter o Epiphany como navegador de Internet padrão, mesmo com o Iceweasel — que é como o Debian batizou o Mozilla Firefox, por questões de discordância com os termos de uso da marca da Fundação Mozilla — instalado por padrão. Há que se perguntar qual a motivação por trás da decisão de oferecer dois navegadores de Internet pré-instalados no sistema, sendo que a escolha do navegador padrão tenha recaído pelo menos popular deles.

A tabela a seguir ilustra alguns dos principais aplicativos instalados por padrão no sistema, bem como suas respectivas versões:
Debian 5.0 “Lenny”: aplicativos e versões
Aplicativo

Versão

Função
Kernel 2.6.26 É o Linux propriamente dito
X.org 7.3 Gerenciador de janelas
GNOME 2.22.3 Ambiente de trabalho
BrOffice.org 2.4.1 Conjunto de aplicativos para escritório
Iceweasel (Firefox) 3.0.6-1 Navegador de Internet
Pidgin 2.4.3 Aplicativo para troca instantânea de mensagens
Evolution 2.22.3.1 Correio eletrônico, gerenciador de tarefas, calendário e gerenciador de contatos
Gimp 2.4.7 Editor de imagens
Inkscape 0.46 Editor de imagens vetoriais
Rhythmbox 0.11.6 Reprodutor e gerenciador de músicas
Totem 2.22.2 Reprodutor de filmes
Ekiga 2.0.12 Cliente VoIP

DNA de servidor

No que tange à operação em servidores, área em que o Debian faz cada vez mais adeptos, a preocupação com segurança é sempre uma constante: diversos dos pacotes de serviços do sistema foram compilados com opções de segurança do GCC ativadas ou alterados com patches de segurança — como é o caso do PHP, por exemplo —, no intuito de dificultar a vida dos onipresentes agressores. Versões atualizadas do MySQL 5.1 e do PostgreSQL 8.3 são outras das aplicações que passaram por esse processo de melhoria de segurança.

A equipe de desenvolvimento do sistema também trabalhou pesado no suporte à virtualização: o Xen foi atualizado para a versão 3.2.1 e há suporte também para o KVM. O VirtualBox, por outro lado, está disponível em sua variante de código aberto (OSE) apenas na versão 1.6.6 — no fechamento deste artigo, a versão atual era a 2.1.2, disponível no site do projeto, agora de propriedade da Sun Microsystems. Para instalá-la basta incluir a seguinte linha ao arquivo /etc/apt/sources.list:

deb http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian lenny non-free

e usar um dos gerenciadores de pacotes disponíveis para realizar a instalação propriamente dita.
Conclusão

O Debian 5.0 é uma distribuição GNU/Linux que, como de costume, prima pela qualidade, mas não pela disponibilização de versões mais atuais dos programas instalados. Praticamente todos os recursos disponíveis por padrão procuram oferecer recursos utilizando software livre. Essa opção, muito louvável de um lado, dificulta a escolha de alternativas proprietárias, que, infelizmente, em alguns casos, são as únicas que funcionam efetivamente — o caso do Flash Player sendo um bom exemplo (pelo menos por enquanto).

Como sistema para o desktop, a nova versão do Debian pode ser utilizada por usuários iniciantes ou experientes. A instalação dos plug-ins proprietários pode ser um desafio para os primeiros e há que se perguntar por que razão um iniciante deixaria de usar versões um pouco mais amigáveis do Linux baseadas no próprio Debian, como é o caso do Ubuntu, que se concentrou em resolver essas idiossincrasias que fazem da vida do usuário comum um inferno. Já o usuário experiente, que busca estabilidade e consegue superar facilmente esse tipo de transtorno, vai ficar satisfeito em poder trabalhar com um sistema leve, enxuto e extremamente estável, que conta com quase 23.000 pacotes prontos para instalar.

Como servidor, o Lenny é uma atualização obrigatória. Provavelmente, o sistema deverá ser um competidor forte para outras distribuições Linux, para diversos sabores de UNIX e também para o Windows®. Simples de gerenciar, flexível e bastante robusto, o Debian 5.0 veio para melhorar o que já era bom.

Seja servidor ou desktop, entretanto, o fato é que a nova versão continuará a ser a plataforma base de escolha para um grande número de distribuições populares, servidores dedicados (appliances) e dispositivos embarcados — a nova versão oferece suporte a 11 arquiteturas, fornecendo praticamente a mesma experiência de uso em todas elas.

fonte: http://linuxmagazine.uol.com.br/materia/analise_do_debian_50_lenny