Meu jogo foi para capa da Google, YEAH! 2018 Lindo lindo :).

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Bom, é com motivo de muita alegria que o game no qual fiz parte do desenvolvimento foi parar na capa da Google.
SIMMMMMM, está lá estampadasso.

O jogo que desenvolvi (fiz parte do core de desenvolvimento) é o Magic Master -> https://play.google.com/store/apps/details?id=air.com.mopixgames.magicmaster&hl=en

Mas como cheguei lá e como é o resultado disto?
Você pode estar se perguntando:

Como faço para meu jogo ir para capa da Google Play?

Antes de mais nada quero agradecer a Deus por ter feito parte desse  projeto chamado Magic Master.
Eu não comecei a desenvolver ele do zero, muito pelo contrário, eu entrei no projeto quando o mesmo estava em andamento e teve uma baixa no core de desenvolvimento, me levando a ser o main dev do game. A empresa na qual presto serviço até a data deste post é a MOPIX (Mopix Games) de Belo Horizonte (MG). (http://www.mopix.com.br/)

O jogo é um tower defense que foi desenvolvido por 3 anos. É um jogo que tem um design diferenciado (Raoni Dorim é o artista) + uma equipe forte de animação e etc. O jogo foi para o CoreLabs (aceleradora de nível mundial) e recebeu bastante investimento.

Vamos aos pontos do que é estar na capa do Google? Ok, vamos lá!

1 – Downloads

Parece que não é tão importante estar na capa do Google, mas é, é sim, é MUITO :).
Os downloads do game que eram algo em torno de (no máximo) 50/100 por dia passaram para 2000 ao dia. É um ganho de 1000%, isso atrai mais players e consequentemente coloca mais in-app purchases em crescimento.

ATUALIZADO O POST!!!
Neste exato momento (horas após a publicação deste post) estamos em 4000 downloads / dia e subindo! YEAHH!

2 – Portifólio

Não é simples chegar lá, a jornada é forte, mas a compensação de ser destaque ali denota o quão refinado é o processo para chegar até ali. Em Minas Gerais apenas 2 empresas conseguiram tal feito, a Mopix e outra empresa. Sem dúvidas é uma coroação que recebi sem precedentes (e jamais esperei por isso mesmo sendo formado em gamedev).

3 – O processo (como chegar lá)

Bom, estar ali é extremamente sofrido, parece que não, mas é!
Para estar ali o seu game precisa de:

  • Feedback de touch (em tudo que tem button effect),
  • Pause funcionando redondamente (e não só o pause, como o pause sob HOME/Back/Lock buttons do android [botões físicos do android]),
  • No Retorno ao game pós HOME button, Back button, Lock Button o jogo deve exibir o menu de pause (hard hein???),
  • Design de certa forma atraente,
  • Gameplay de certa forma atraente,
  • Adequar seu código ao sdk da Google mais recente possível (mínimo hoje é o 26, que corresponde ao android 8),
  • Se ele realmente precisa de sleep, deve usar Dozen da Google na API level 26,
  • Não deixe bugs no game, parece claro isso, mas lá é obrigação, bugs são requests para ontem,
  • O feedback de touch é bastante estressante de se lidar :(,
  • O sdk 26 exige muito mais dos programadores, principalmente por causa das permissions (que se dividem em permissões perigosas e permissões normais). <— cuidado!

Não é uma tarefa simples e fácil, se observar a documentação da Google é extremamente pesado.
Adequando todo seu game aos pontos acima você pode entrar em contato com o representante BR ou da América Latina da Googleplay solicitando a feature do seu jogo.

Não vou detalhar tanto os procedimentos e etc porque um post seria pequeno demais para isto.

Obrigado a todos envolvidos.

Moirai, um exemplo de jogo que mostra o quão podre é a comunidade que consome jogos (não generalizando)

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Quando falamos de jogos Indie estamos falando de uma parte da indústria que se vira nos 30, sim, estamos falando de Studios com pequeno porte que normalmente possuem pessoas que trabalham durante o dia e desenvolvem seus games durante a noite (ou em uma fração de tempo maior durante o dia, depende de cada caso/studio).
Nesse cenário podemos destacar o esforço e o empenho de várias grandes produções e de produtos muito bem polidos.
Uma das coisas que me chama mais a atenção é o quão podre é uma fração da comunidade que “consome” jogos.
Se observamos com parcimônia uma grande fatia dos que consomem games são pessoas “normais”, àquelas que acreditamos serem players ou desenvolvedores que estão apreciando um determinado produto, mas há outra parte da comunidade que causa muito estrago ao ser humano por trás de uma produção de jogo: A fatia que consome pirataria e a que usa de cracking para obter algum benefício com isto (sabe-se lá qual benefício se tem em ser imbecil).

1 – Pirataria é crime, crime pesado!

Por muito tempo consumi pirataria, ao ponto que tudo que posso estou aplicando licenciamento sobre. Se você consome pirataria, por que diabos se sentiria bem se eu usasse um “serial” e te desse um salário fake? É assim que fazemos com o desenvolvedor de software por trás de uma solução que usamos quando utilizamos de pirataria!
Pirataria é roubo, é crime, se usou você é ladrão!

2 – Cracking e os usuários deste meio (ou os que comem fezes e as introduz na cabeça)!

Estes me espantam mais que os pirateiros, pois a maior parte que consome pirataria REALMENTE não tem condições de pagar por um Photoshop da vida e acaba pirateando (costuma-se pagar caro com isso, cracking com exploit/trojan em esteganografia é punk!), estes são vermes que usam de meios para obterem vantagens sobre os outros, ou pior, para ganhar alguma notoriedade em uma comunidade semelhante a um esgoto (causar danos a outrem sem motivos e ganhar destaque por isso? ISIS, é você?).
Há inúmeros exemplos antigos e novos de pessoas com bastante tênia na cabeça, sim, cito alguns:

– hacking no Counter Strike,
– hacking no PUBG (aimbot, fastmove ou hackspeed e etc),
– ddos (esse é o que vou falar), flood e etc. <— é aqui que esse artigo se baseia.

De forma dolorosa temos pessoas que possuem mentalidade medíocre no mundo (alô ISIS, é você?). Não ganham nada com isto, literalmente nada (apenas a famosa notoriedade entre lammers) e causam danos muita das vezes irreversíveis à comunidade mais séria que consome jogos.
Houve há um tempo atrás um determinado ataque contra um servidor de um jogo chamado Moirai (o caso é mais detalhado no link http://meiobit.com/368427/moirai-o-interessante-jogo-indie-destruido-por-hackers/), onde a base de dados recebia um flood intenso, parecia ser algo como um sql injection ou mesmo um ddos em cima do banco de dados, o que tornou o jogo inviável de manter (desde monitoramento a patching), o que fez com que os mantenedores do jogo desistissem do projeto. Uma perda séria (mesmo parecendo que não), pois o jogo tinha um contexto de Experimento Social, algo que enriqueceria a comunidade consumidora de jogos de alguma forma, e para lamento temos a resposta dos próprios desenvolvedores do produto:

“Desde o lançamento no Steam o nosso banco de dados recebeu diversos ataques. Trabalhamos duro (e as vezes com o suporte de membros da comunidade) para atualizar nosso sistema para um estado mais gerenciável e minimizar a probabilidade de ataques. Contudo, recentemente nosso banco de dados esteve sob seguidos ataques que arruinaram a experiência para alguns jogadores, resultando em termos que tirá-lo do ar. É importante que saibam que nenhum dado de emails foi comprometido nesse ataque. No entanto, essa vulnerabilidade significa que estamos sujeitos a futuros ataques. Não somos um estúdio grande e não temos recursos para prevenir corretamente esses ataques, então removeremos o jogo da loja”

Me pergunto o que houve com às pessoas deste século:

1 – Passaram a consumir fezes?
2 – Passaram a introduzir fezes na cabeça?
3 – As duas alternativas acima estão corretas?